Você sabe reconhecer um derrame?

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido como derrame, é a principal causa de morte no Brasil e a terceira maior causa de morte nos Estados Unidos e no Reino Unido, e a causa de 10% de todas as mortes mundialmente.
Uma pessoa pode ter um “derrame”, que é um distúrbio da irrigação sanguínea no cérebro, sem sequer perceber. A vítima pode sofrer danos cerebrais sérios sem que as outras pessoas em volta percebam os sintomas. 
A possibilidade de tratamento do AVC depende do tempo de atendimento. Quanto mais rápido, melhor. Se houver rapidez no atendimento do AVC, até 4 ou 5 horas do início dos sintomas, um medicamento que dissolve o coágulo pode ser dado aos pacientes com AVC isquêmico, o tipo mais comum de AVC, diminuindo a chance de sequelas.
Para reconhecer quando uma pessoa está tendo AVC é necessário se atentar para alguns sintomas:
  • Dormência ou fraqueza súbita na face, braços ou pernas, especialmente de um único lado;
  • Confusão súbita, problemas de fala ou de compreensão;
  • Dificuldade em enxergar com um ou ambos os olhos;
  • Problemas súbitos de locomoção, tontura, perda de equilíbrio ou coordenação motora.

O AVC é uma emergência médica. Ao menor sinal, o paciente deve ser levado imediatamente ao pronto-socorro aonde receberá os primeiros socorros e, em caso de necessidade, um neurologista dará seguimento ao caso.

Se perceber os sintomas e estiver em casa, ligue imediatamente para o SAMU (192). Se estiver na rua, ligue para o Corpo de Bombeiros (193)
Tão importante como saber diagnosticar e tratar o AVC é saber como prevenir. Os principais fatores de risco modificáveis para o AVC são: Hipertensão Arterial Sistêmica, Diabetes e Tabagismo. Trabalhar no controle destes são formas de evitar o surgimento desta doença.
As pessoas que tem fatores de risco não-modificáveis, como histórico de doença cardiovascular na família e idade acima de 50 anos devem ficar atentas para um possível AVC.

Por Ighor Rezende.

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