Você sabe o que é Telemedicina?

Você já parou pra pensar como se desenvolve o cuidado em saúde em comunidades distantes dos grandes centros? Como ampliar a assistência e a cobertura nesses locais remotos? Como permitir que profissionais de saúde tenham ferramentas de educação continuada? Todas essas perguntas são respondidas ao compreendermos o que é a Telemedicina e a que ela se propõe. E é sobre isso que o blog do (im)Paciente vai falar hoje.

A telemedicina e a telessaúde são ferramentas que possibilitam o uso de tecnologias de telecomunicação e de informação para suportar serviços, treinamento e informação em saúde para provedores de assistência médica e pacientes. Ou seja, é a oferta de serviços ligados ao cuidado em saúde, nos casos em que a distância é um fator crítico.
Esses serviços são oferecidos por profissionais da área da saúde, usando tecnologias de informação e comunicação, que facilitem a troca de conhecimentos para promoção e proteção da saúde, redução do risco da doença e outros agravos e recuperação. Também permite a educação continuada em saúde dos profissionais, além de facilitar pesquisas, avaliações e gestão em saúde. A essência é a oferta de serviços e informação médicos na própria comunidade, excluindo a necessidade de locomoção para os centros de referência.
Dessa maneira, telemedicina e telessaúde emergem como novas ferramentas significativas para transpor as barreiras culturais, sócio-econômicas e geográficas para os serviços e informação em saúde em centros urbanos remotos e comunidades carentes.
Seus benefícios incluem acesso local a especialistas, melhoria na assistência primária em saúde e o aumento da disponibilidade de recursos para a educação médica e informação em saúde em comunidades desprovidas de recursos. De maneira geral a telemedicina é praticada em hospitais e instituições de saúde que buscam outras instituições de referência para consultar e trocar informações. Atualmente também vem sendo aplicada para a obtenção de uma segunda opinião médica, na assistência a pacientes crônicos, idosos e gestantes de alto risco, assim como na assistência direta ao paciente em sua casa.
Percebendo a importância dessa ferramenta, o Ministério de Ciência e Tecnologia, juntamente com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e com a Associação Brasileira de Hospitais Universitários (Abrahue) criou em 2006 a Rede Universitária de Telemedicina (RUTE), que busca aprimorar os projetos já existentes na área e implementar o trabalho em novas localidades.

A RUTE permite, primeiramente, a utilização de aplicativos que necessitam de mais recursos da rede e o compartilhamento de dados dos serviços de telemedicina dos hospitais universitários e instituições de ensino e pesquisa participantes. Posteriormente, a RUTE leva serviços desenvolvidos nos HU’s a profissionais situados em cidades distantes, por meio do compartilhamento de prontuários, consultas, exames e segunda opinião.

Para saber mais sobre a telemedicina acesse: http://rute.rnp.br/

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