Você conhece o vitiligo?

Hoje, falaremos em nosso blog sobre mais uma doença que atinge a pele: o vitiligo. Certamente, você já deve ter se deparado com algum portador dessa enfermidade, em que a pessoa perde a pigmentação da pele.
A cor de nossa pele é dada por um pigmento chamado melanina, que é produzido por uma célula especial, o melanócito. Assim, quanto mais melanina uma pessoa possui, mais pigmentada, mais escura é sua pele.

No vitiligo, ocorre a redução ou a total ausência dessas células especiais (os melanócitos) na pele. Existem algumas teorias para explicar esse desaparecimento dos melanócitos, mas ainda não se tem certeza do real motivo. O mais provável é que seja por uma razão auto-imune. Ou seja, o próprio organismo da pessoa produz anticorpos contra os melanócitos, destruindo-os.

 
O que caracteriza essa doença, portanto, é o aparecimento de manchas mais claras que o tom de pele da pessoa. Dizemos que essas manchas são acrômicas, pois são totalmente desprovidas de pigmentos, já que na região das manchas não há nenhum melanócito e, por isso, não há melanina dando cor à pele.
Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor é a chance de recuperação. Normalmente, é difícil que haja a repigmentação dos locais lesados, mas é bem mais comum que se consiga parar a evolução da doença, impedindo o surgimento de novas manchas.

Por isso, fique atento aos primeiros sinais! Em geral, as manchas começam hipocrômicas, que são manchas mais claras que o tom da pele normal, mas ainda tem alguma coloração, alguma pigmentação. Essas manchas apresentam o crescimento centrífugo e aparecem, preferencialmente, na face, punhos, digitais, dorso dos dedos, dobras da pele e eminências ósseas.

O tratamento é feito com medicamentos corticoides, fototerapia e até mesmo enxerto de pele em lesões estáveis.
Em caso de dúvidas, procure sempre um médico!
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