Uma em cada três mulheres com mais de 50 anos tem osteoporose

Segundo levantamento da IOF (Fundação Internacional de Osteoporose, em tradução livre), a osteoporose afeta uma em cada três mulheres com mais de 50 anos em todo o mundo, fora as muitas que desconhecem a existência da doença. O problema se caracteriza pela perda de massa óssea e deterioração esquelética, o que deixa os ossos mais frágeis e suscetíveis a fraturas.


Para entender o que acontece, é preciso lembrar que os ossos são compostos de uma matriz na qual se depositam complexos minerais com cálcio. Outra característica importante é que eles estão em constante processo de renovação, já que são formados por células chamadas osteoclastos, encarregadas de reabsorver as áreas envelhecidas, e por outras, os osteoblastos, cuja função é a de produzir ossos novos. Esse processo permanente e constante possibilita a reconstituição do osso quando ocorrem fraturas e explica por que mais ou menos a cada dez anos o esqueleto humano se renova por inteiro.
Com o tempo, porém, a absorção das células velhas aumenta e a formação de novas células ósseas diminui. O resultado é que os ossos se tornam mais porosos, perdem resistência. Perdas mais leves de massa óssea caracterizam a osteopenia. Perdas maiores são próprias da osteoporose e podem ser responsáveis por fraturas espontâneas ou causadas por pequenos impactos, como um simples espirro ou uma crise de tosse, por exemplo.
Na maioria dos casos, a osteoporose é uma condição relacionada com o envelhecimento. Ela pode manifestar-se em ambos os sexos, mas atinge especialmente as mulheres depois da menopausa por causa da queda na produção do estrógeno (um hormônio produzido pelas mulheres, que tem sua produção muito reduzida com a menopausa).
Como é uma doença que se mantém silenciosa e não causa dor, geralmente só é identificada após a primeira fratura, mesmo sendo possível diagnosticá-la precocemente por meio do exame de densitometria óssea. Porém, de acordo com um levantamento, apenas 39% das mulheres com 45 anos ou mais já se submeteram ao exame. Desse número, 37% o fez somente uma vez.
Para o Dr. Marcelo Pinheiro, diretor da Abrasso (Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo), o baixo número de adesão ao exame é reflexo da falta de preocupação com a doença e de orientação por parte dos médicos. “É preciso fazer esse exame na mesma frequência que os preventivos ginecológicos. Falta uma campanha incentivando o diagnóstico precoce da doença e, principalmente, uma preocupação maior vinda dos próprios médicos”.
O ideal é que a densitometria óssea seja realizada anualmente a partir dos 40 anos, principalmente pelas mulheres que começam a entrar na menopausa — período em que a produção do hormônio estrogênio, responsável pela crescimento de todos os ossos, acaba diminuindo. Apesar de a doença ser mais comum entre os mais velhos, a osteoporose pode afetar pessoas de todas as idades e também do sexo masculino.
Medidas de prevenção contra a osteoporose devem ser tomadas desde a infância e, especialmente, na adolescência para garantir a formação da maior massa óssea possível. 

Para tanto, é preciso pôr em prática três medidas básicas: a dieta diária deve incluir alimentos ricos em cálcio como leite, queijos, iogurtes; tomar sol para fixar a vitamina D no organismo; e fazer exercícios físicos que são fundamentais para manter o tônus muscular e colaborar para que os ossos fiquem mais fortes, o que se reflete na melhora do equilíbrio e ajuda a evitar as quedas. Essas regras devem ser mantidas durante toda a vida.

Como dissemos, a osteoporose não é problema que atinge só as mulheres. Ela afeta também os homens. As causas mais comuns são o índice da massa corpórea abaixo de 20, a falta de exercício, diabetes, hipertireoidismo, doença do glúten, drogas contra a epilepsia ou imunossupressores usados em transplantes de órgão, história familiar da doença, tabagismo e alcoolismo.

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