Taxação sobre bebidas e alimentos pode contribuir para melhorar dieta da população

Uma matéria publicada recentemente na Revista Veja abordou um trabalho de pesquisadores da Nova Zelândia, publicado na revista PLoS Medicine. Após revisarem 32 artigos, esses estudiosos colocaram em evidência a possibilidade de que a taxação sobre bebidas e alimentos possa contribuir para melhorar a dieta da população. Há pouco tempo, uma medida similar foi implementada em relação ao cigarro e bebidas alcoólicas, no Brasil. Os resultados dessa medida ainda não estão disponíveis, porém, podem representar mais um fator contribuinte para a redução do consumo desses itens, especialmente em populações de renda mais baixa.

Segundo os pesquisadores, o aumento de 10% nos preços de refrigerantes e alimentos ricos em gordura pode provocar uma queda de 1% a 24% no consumo desses itens e de 0,2% no consumo das calorias obtidas por esses alimentos.

Muito além, a mudança na taxação não precisa ser sempre na forma de aumento. Por exemplo, segundo os pesquisadores, reduzir em 10% os preços de frutas e vegetais pode elevar o consumo destes itens entre 2% a 8%. Essas medidas, complementares, podem contribuir para o exercício de hábitos alimentares melhores e mais sustentáveis.

Obviamente, essas medidas isoladas possuem impacto reduzido no desfecho final que é o cuidado com a saúde. Além da intervenção nos preços, é necessário investir na educação em saúde nas escolas e empregos. Orientação nutricional adequada e de fácil acesso a todos é fundamental para que a alimentação seja melhor agora e continue sendo ao longo do tempo.

Uma outra medida extremamente importante é a prática de exercícios físicos. Ao realizá-los com frequência, a pessoa pode melhorar seu condicionamento físico, aumentar a perda de peso, reduzir o excesso de colesterol no sangue e participar de atividades que o colocam em contato com outras pessoas, aumentando seu convívio e investindo nas relações pessoais.

Portanto, existem diversas formas de incentivar não somente o consumo de alimentos mais saudáveis no cotidiano, mas, também de aumentar a qualidade de vida das pessoas. Com os resultados publicados na pesquisa, percebe-se mais uma forma de intervir e contribuir com essa reorientação de hábitos alimentares, por meio da economia doméstica. Mais estudos, no entanto, devem ser realizados para dar mais credibilidade a hipótese defendida.

Para ler a notícia completa na revista Veja, acesse: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/taxas-sobre-bebidas-e-alimentos-caloricos-melhoram-a-dieta-da-populacao

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