Gripe: uma Virose Respiratória

Você sabia que as viroses respiratórias são umas das grandes causas de consultas ao médico? São também uma das principais responsáveis por morte de crianças de 1 a 3 anos e também de idosos. Provavelmente, você já deve ter notado a grande presença dessa doença em nosso meio. Por isso, essa semana, o blog do (im)paciente se dedica a falar sobre as gripes, um dos tipos de virose respiratória, explicando suas causas, formas de transmissão, sintomas, diagnóstico e tratamento.

As gripes já foram responsáveis por surtos em diversos países, causando muitas mortes, como no caso da Gripe Espanhola, em 1918. O exemplo mais recente foi com a Gripe Suína (H1N1), em 2009, que deixou muitos doentes e mortos, inclusive no Brasil.

As gripes são mais comuns durante o inverno nos países mais frios; já nos países tropicais e equatorianos, como é o caso do nosso país, são mais comuns nas épocas de chuva. Isso porque a temperatura baixa e a umidade elevada facilitam que o vírus fique vivo e viável nas secreções respiratórias eliminadas.

A gripe, também chamada de Influenza, é causada por 3 tipos de vírus: A, B e C. O tipo A é o mais comum, que gera os sintomas mais graves. Normalmente, é o que está associado as epidemias e pandemias. Ele infecta suínos, equinos, aves e humanos; o tipo B costuma ser mais brando e só afeta humanos; o tipo C também só afeta humanos, mas não provoca doença.

O vírus do tipo A tende a ser mais grave, justamente por infectar tanto animais como homens. Assim, pode haver uma “mistura” dos vírus que estão no homem e no animal, criando variações extremamente agressivas do vírus, que são capazes de causar pandemias e epidemias.

Com o envelhecimento da população brasileira, tem-se dado cada vez mais importância às gripes, implementando-se, inclusive, os programas de vacinação para tais viroses, os quais tem maior foco sobre os mais velhos.

A gripe é uma das doenças respiratórias causadas por vírus. Trata-se de uma infecção aguda, que tem por principais sintomas a congestão nasal, tosse produtiva (com secreção), inflamação na garganta, dores musculares (dores no corpo), cansaço, fraqueza, dor de cabeça, vômitos, diarreia, perda de peso e febre alta, normalmente acima dos 39ºC.

Os vírus Influenza se multiplicam nas células do trato respiratório superior e atingem as secreções respiratórias. Assim, quando uma pessoa infectada espirra, tosse ou até mesmo conversa, acaba transmitindo o vírus a outras pessoas.

O período de incubação, que é o tempo que a doença leva pra se manifestar a partir da contaminação, é curto nas gripes. Assim, poucos dias após a contaminação, a pessoa já está apresentando os sintomas. Porém, é válido lembrar que, durante o período de incubação, mesmo não tendo desenvolvido os sintomas ainda, o paciente já pode transmitir o vírus.

Uma das coisa importantes de se saber é que a infecção pelo vírus facilita a ocorrência de infecções por bactérias, principalmente em crianças e idosos. Assim, é comum ocorrer secundariamente a uma gripe, quadros de otite (inflamação nos ouvidos), pneumonia (inflamação nos pulmões) e sinusite (inflamação nos seios da face).

O diagnóstico laboratorial das infecções respiratórias agudas, que é o caso das gripes, tem se desenvolvido mais devido aos maiores investimentos da indústria farmacêutica nessa área.

O tratamento pode ser feito com medicações antivirais, como o caso do Tamiflu, que ficou muito conhecido durante o surto de Gripe Suína no Brasil há cerca de 3 anos. Porém, também existem tratamentos inespecíficos, que buscam aliviar os sintomas, como o uso de oxigênio, nebulização, fluidificantes, analgésicos e antitérmicos.

Vale apena lembrar ainda que as gripes se diferenciam dos resfriados, outro tipo de virose respiratória. A gripe costuma ter o início súbito, produzir um intenso mal estar, com calafrios, além dos sintomas que já listamos. No resfriado, esse quadro característico da gripe é incomum. O mais habitual é a pessoa ir desenvolvendo os sintomas lentamente, apresentando rouquidão, tosse seca (sem secreção) e coriza.

Caso você apresente qualquer um desses sintomas, o ideal é procurar logo um médico. Evite se auto medicar!

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