Febre Amarela

Ao viajar ou conhecer alguém que tenha ido para lugares como o Norte do Brasil, Goiás ou Minas Gerais você já deve ter ouvido falar na obrigatoriedade de se tomar a vacina para a Febre Amarela. Mas, você sabe o que é essa doença? Muitas pessoas a confundem com a Dengue e, de fato, elas tem muita coisa em comum. Hoje, o blog do (im)Paciente vai falar sobre a Febre Amarela. Em outra oportunidade conversaremos sobre a Dengue.

Desde 2007, essa doença vem aumentando sua taxa de ocorrência fora da região Amazônica. Segundo um estudo publicado em 2011, na última década, foram registrados 324 casos de febre amarela silvestre, sendo que 261 destes tiveram o local de infecção fora da região Amazônica, indicando uma provável expansão da Febre Amarela para outras áreas.

A Febre Amarela tem sua origem na Ásia e, em nosso país, o seu hospedeiro natural é o macaco. Assim, quando um mosquito específico pica um macaco infectado pelo vírus da Febre Amarela, ele adquire o vírus. Se esse mesmo mosquito picar um Humano, ele transmitirá a doença. Portanto, só haverá chance de transmissão da doença para o Homem nos locais em que esse mosquito transmissor da doença for prevalente. No caso da FA, esse mosquito é o Aedes albopictus (diferente da Dengue, que é transmitida pelo Aedes aegypti).

A Febre Amarela se divide em dois tipos: urbana (difundida nas grandes cidades) e silvestre (mais comuns nas áreas rurais). A urbana é transmitida pelo mosquito Aedes aegypi e a silvestre pelo mosquito Aedes albopictus. Por isso, muitas pessoas ficam com medo de que o mosquito da Dengue (A. aegypi) possa vir a transmitir a FA dentro das cidades grande. Porém, no momento, isso não causa grande preocupação nos especialistas, pois o Aedes aegypi está muito bem adaptado a multiplicação do vírus da Dengue. No entanto, isso não quer dizer que o A. aegypi nunca poderá transmitir a Febre Amarela. Logo, o crescimento desse mosquito deve ser controlado.

O que mais tem preocupado os estudiosos atualmente, não é a possibilidade do Aedes aegypi (mais típico da Dengue) vir a transmitir a Febre Amarela. A preocupação maior está no fato de que o mosquito transmissor da FA (o Aedes albopictus) está se adaptando aos centros urbanos. Em alguns bairros do Rio de Janeiro, por exemplo, esse mosquito já se encontra bem adaptado e pronto para atuar como vetor da FA.

A Febre Amarela é uma doença que leva à hemorragia e é capaz de atingir células de defesa, vasos sanguíneos, fígado e medula óssea. Justamente por atingir o fígado, ela gera um sintoma característico, que é a icterícia. Ou seja, quando o paciente fica com a pele e os olhos amarelados. Outros sintomas comuns são vômitos escuros (negros), dor de cabeça, prostração, dores no corpo, náuseas, febre, calafrios e hemorragias.

O diagnóstico laboratorial da Febre Amarela não está muito desenvolvido, mas pode ser realizado por exames de sangue. O diagnóstico clínico tem sido feito com mais sucesso. Se você apresentar alguns desses sintomas, não deixe de informar ao seu médico se você viajou recentemente e para onde. Ele saberá
dizer se nesse lugar a FA é ou não uma doença comum, facilitando o diagnóstico.

O tratamento da Febre Amarela é, basicamente, sintomático. O objetivo é fazer a manutenção das funções vitais e evitar que o paciente desenvolva complicações, como as renais e cardiovasculares, por exemplo. Deve haver repouso, reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando necessário.

A fim de prevenir a ocorrência da FA, foi desenvolvida uma vacina, que é recomendada para aqueles que vão viajar para regiões em que a doença é comum. Logo, se você vai viajar para um desses lugares como a zona rural da Região Norte, Centro Oeste, Maranhão, partes do Piauí, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul não deixe de tomar a vacina. Ela é dada gratuitamente pelo SUS nos posto de saúde.

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