Doenças Crônicas: preocupação real

A melhora, ainda que gradual, das condições de vida nos grandes centros urbanos e em regiões periféricas, associado ao aumento do poder de consumo de bens materiais e de serviços de saúde vem contribuindo para o aumento da expectativa de vida da população brasileira nas últimas décadas. Porém, ligado à esse fato, uma preocupação vem ganhando espaço em diversos setores da saúde: o crescimento de indivíduos portadores de doenças crônicas.

No Brasil, cresce o número de indivíduos com algum tipo de nefropatia crônica, que é uma complicação de doenças como hipertensão arterial e diabetes. Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia indicam que o número de doentes renais no Brasil dobrou na última década. Estima-se que 10 milhões de brasileiros sofram de alguma disfunção renal. Atualmente, entre 90 mil e 100 mil pessoas passam por diálise no país, como informa a Agência Brasil.

Além dos diversos sinais e sintomas proporcionados pelas doenças crônicas, outra questão merece ser observada. Os custos advindos dessa condição não param de crescer, ganhando mais espaços nos planejamentos de diversos governos. Segundo o Fórum Econômico Mundial, as doenças crônicas matam 36 milhões de pessoas por ano e custarão quase 47 trilhões de dólares à economia mundial nos próximos 20 anos. O número de mortes pode subir a 52 milhões por ano nesse período, estima a Organização Mundial da Saúde.

Com base nessas informações, o Brasil lançou um plano nacional de enfrentamento para um grupo de doenças. Baseado em ações cujo foco é estimular a mudança de hábitos da população, o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não-Transmissíveis quer estimular os brasileiros a comerem melhor e a praticarem atividades físicas. A meta do governo é reduzir a taxa de mortalidade prematura (menos de 70 anos) por essas enfermidades em 2% ao ano.

Juntamente ao plano, há a intenção de se criar uma rede de atenção à saúde das pessoas com doenças crônicas, de maneira a garantir um atendimento integral a esses indivíduos. A Rede, segundo informações do CONASEMS ( Conselho Nacional dos Secretários Municipais de será instituída no âmbito de uma Região de Saúde e é formada pelas seguintes áreas: Atenção básica; Atenção especializada (ambulatorial, hospitalar, urgência e emergência); Sistemas de apoio; Sistemas logísticos; Regulação e Governança.

Vários são os desafios que se impõem aos profissionais de saúde exigindo inovações nos modelos de gestão para o enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, a partir da maximização de intervenções comportamentais, neuropsicológicas, ambientais e econômicas custo-efetivas, que levem em consideração a criação de ambientes propícios às escolhas saudáveis de estilo de vida pelos indivíduos, para que se produzam resultados acelerados em termos de vidas salvas, doenças prevenidas e custos altos evitados.

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Para mais informações:

http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/visualizar_texto.cfm?idtxt=31877&janela=1

http://www.conasems.org.br/site/index.php/comunicacao/municipio-em-foco/2588-consulta-publica-rede-de-atencao-as-pessoas-com-doencas-cronicas

http://www.conasems.org.br/site/index.php/comunicacao/municipio-em-foco/2642-instituida-rede-de-atencao-a-saude-das-pessoas-com-doencas-cronicas