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Doença de Alzheimer: um mal real

O avanço das condições crônicas de saúde é uma realidade no Brasil atual. O aumento da expectativa de vida, melhorias no acesso aos serviços e medicamentos são apenas alguns dos fatores que favorecem a convivência dos indivíduos com doenças crônicas.

Dentro deste grande espectro de doenças, as que lesam a capacidade mental das pessoas ainda causam bastante medo na população. Por muitas vezes, a falta de conhecimento e as inúmeras dúvidas impedem uma melhor convivência com essas doenças.

A Doença de Alzheimer avança no país. Causa preocupação e, muitas vezes, situações desconfortáveis para os familiares daqueles que possuem tal doença. Maiores informações são necessárias para esclarecimento e diminuição do preconceito. Alzheimer é uma doença degenerativa do cérebro. Áreas específicas, como as responsáveis pela memória, linguagem, cálculo, comportamento e demais funções cerebrais começam a parar o seu funcionamento e posteriormente a morrer. É um processo diferente do envelhecimento cerebral, pois ocorrem ações biológicas irregulares (com deposição de proteínas anormais).

Dados oficiais apontam que, no Brasil, estima-se que cerca de um milhão de pessoas sofram de Alzheimer. A doença acomete principalmente pessoas entre 60 e 90 anos, podendo aparecer antes e também depois desta faixa de idade, porém com menor frequência.

É uma doença lenta e progressiva, que compromete as funções cerebrais e piora o funcionamento do cérebro do indivíduo. Desde o início dos sintomas, como o esquecimento, até um comprometimento mais grave, com limitação de marcha e da capacidade de engolir, podem se passar de dez a 15 anos. A doença em si não leva à morte, mas sim a complicações decorrentes do comprometimento de diversas funções.

Muitos ainda não sabem, mas os primeiros sinais são a perda de memória e o comportamento alterado do indivíduo. Não é qualquer perda de memória que devemos ficar alertas, mas àquela que se repete e começa a comprometer o dia a dia da pessoa, interferindo no funcionamento das atividades pessoais. Estas perdas são cada vez mais progressivas e comprometem até memórias autobiográficas do paciente (como nome dos filhos e netos). As alterações comportamentais podem ocorrer desde o início e são muito frequentes no decorrer da doença. Indivíduos com Alzheimer podem ter características depressivas, de agitação e de agressividade, ou até mesmo delírios e alucinações.

Existem medicações atualmente que estabilizam a doença ou diminuem a velocidade de perda funcional em cerca de cinco anos ou mais, podendo oferecer mais tempo com qualidade de vida ao paciente e aos familiares. Apesar do Alzheimer não ter cura, estas medicações, desde que bem otimizadas, podem oferecer conforto e alívio. A alimentação bem balanceada, associada à prevenção de fatores de riscos vasculares (hipertensão, diabetes, obesidade) e à realização de atividade física adequada (aeróbica, no mínimo, três vezes por semana), é a melhor forma de se tentar prevenir a doença. Ainda não existem remédios milagrosos ou procedimentos definitivos, porém a medicina tem evoluído rapidamente na busca dos melhores recursos para tratar e prevenir o Alzheimer.

A busca por novas informações ainda é o melhor remédio para se lidar com essa e qualquer outra doença crônica. Assim, encarar e vencer essa situação torna-se menos penoso.

Mais informações: http://www.einstein.br/einstein-saude/doencas/Paginas/tudo-sobre-alzheimer.aspx

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