Como escolher seu médico

A idéia em resumo: Ao escolher um médico, procure alguém em quem você sinta segurança e que seja seu “ponto de apoio” quando o assunto for saúde e doença. Sua chance de ter mais saúde é maior do que visitando vários médicos sem que um saiba o que você acompanha com o outro.
Como escolher seu médico? Cardiologista, endocrinologista, oftalmologista… não importa! Na hora de escolher quem cuida de você, os passos são os mesmos, independente do problema que quer resolver.
     
Todos nós queremos ter saúde, e é isso que buscamos ao escolher um médico, clínica ou hospital. Mas não é possível “medir” a saúde. Não se sabe o quanto de saúde se ganha ao caminhar de manhã, ou ao tomar um remédio.  O médico, por sua vez, é um profissional formado para fazer outras pessoas terem mais saúde. Mas escolher quem cuida de você é mais complicado do que simplesmente marcar uma consulta.

Frequentemente as pessoas escolhem seus médicos por conhecimento de outros. Seja indicação da vizinha, do amigo ou até de outro médico. E frequentemente essas pessoas não ficam satisfeitas, e acabam procurando uma segunda ou terceira opinião. Uma segunda opinião nunca é ruim, mas a falta de uma direção a seguir é péssimo. Isso significa muitos exames, muitos remédios e a incerteza de que algo realmente funciona.

O que quero dizer é que, se você não sabe o que está acontecendo, é melhor seguir as orientações de alguém em quem você confia. Isso funciona para o médico. Se você confia no seu médico, você vai seguir as orientações, você vai ao hospital o qual ele julga mais adequado e também não vai ter medo de discordar dele de forma aberta.

Mas como escolher alguém em quem confiar? Simples, basta ver quem trata você com esclarecimento. O médico demonstra que se preocupa com sua confiança quando escuta sua opinião, explica o que está acontecendo com você e conversa abertamente sobre o tratamento. Não que você vá mudar todos os remédios, mas saber o que está acontecendo e participar das decisões dá segurança para qualquer pessoa.

Tão importante quanto isso tudo é que o médico envolva o paciente quando for decidir a conduta. Porque fazer exercícios ao invés de tomar o remédio “x”? Por que a cirurgia “A” e não a “B”? Você não vai escolher sozinho, mas deve saber das opções e como vai lidar com elas.

E como saber se ele é um bom médico? Se você está, de fato, melhorando sua saúde? Não dá pra saber. A não ser que você saiba tanto quanto ele sobre medicina. O melhor que você pode fazer é ver se o resultado do tratamento está dentro do que seu médico propôs inicialmente. Por isso a necessidade de clareza em toda a consulta, principalmente na escolha da conduta.

Mas escolher um médico não pára por aí!

Não basta que você tenha segurança em um médico, também é importante que ele se responsabilize pela sua saúde. Ninguém vai a um só medico pela vida inteira. Todos nós ficamos doentes várias vezes por várias causas. Portanto, temos necessidades diferentes em ocasiões diferentes. Mas alguém, em algum lugar, deve estar ciente do que acontece, e apoiar o paciente nesses diversos momentos. É como se esse médico fosse seu “ponto de apoio”, uma referência que articula os demais serviços de saúde que você precisa.

Temos exemplos desse tipo de responsabilidade médica na França com o “Médecin Traitant” e na Inglaterra com o médico de família. O Brasil, com o médico de família, já consegue muita coisa nesse sentido, mas a maior parte dos planos de saúde não estimula esse tipo de relação entre médico e paciente.

A idéia geral é: esclarecimento gera segurança. Um médico que se responsabiliza e um paciente mais seguro têm muito mais chance de gerar mais saúde do que médicos que não escutam e pacientes que não sabem quem seguir.



Espero que as dicas sirvam de ajuda!



Ricardo Lima